
Quem somos
Nossa organização reúne psicanalistas em formação na América Latina com o propósito de estimular o intercâmbio e o desenvolvimento teórico-clínico entre nós, por meio de encontros presenciais e virtuais. Criamos um espaço de acolhimento, diálogo e intercâmbio no âmbito da psicanálise latino-americana, especialmente durante os anos de transição que caracterizam o processo de formação. Buscamos fortalecer o sentimento de pertencimento, fomentar a participação baseada na singularidade de cada indivíduo e promover o apoio mútuo — entre colegas e com a comunidade psicanalítica em geral — para consolidar nossa identidade profissional e clínica.
Objetivos gerais
01
Representamos candidatos latino-americanos em diferentes instâncias institucionais, fortalecendo nossa voz coletiva e participação no campo psicanalítico.
03
Promovemos uma variedade de experiências no percurso de formação, considerando os aspectos acadêmicos, institucionais e culturais que permeiam a formação analítica.
05
Gerimos recursos para possibilitar a participação de candidatos em eventos psicanalíticos, ampliando o acesso, a circulação científica e a integração regional.
07
Incentivamos o intercâmbio teórico-clínico entre regiões, considerando a diversidade sociocultural e expandindo a pesquisa psicanalítica na América Latina.
02
Reunimos candidatos de institutos reconhecidos pelo IPA para promover o intercâmbio científico, experiências de formação e o fortalecimento de uma identidade comum.
04
Facilitamos a colaboração com organizações afins, expandindo redes, parcerias institucionais e intercâmbios que fortalecem a psicologia latino-americana.
06
Promovemos encontros de trabalho para compartilhar as transformações do percurso de formação, privilegiando a reflexão, a exploração e a construção coletiva de significados.
Nossa história
A Organização de Analistas em Formação na América Latina foi criada em 1980 por iniciativa de Pablo Abadi, Raúl Zajdman e Luis Theux, membros da Associação Psicanalítica Argentina. Esse grupo fundador, conhecido como o "Primeiro Triunvirato", buscava estabelecer um espaço de articulação e representação para os analistas em formação no continente.
Primeiros anos
Os primeiros registros institucionais datam de 1982, durante o XIV Congresso da FEPAL, em Buenos Aires. Nesse período, foram redigidos os estatutos e definidas as bases operacionais da organização. A primeira diretoria formal foi composta por Pablo Abadi, Luis Theux, Raúl Zajdman e Sonia Abadi, consolidando assim a estrutura inicial da OCAL.
Nos anos seguintes, foram elaborados estatutos provisórios para assegurar o apoio institucional ao projeto. A sede inicial permaneceu na Associação Psicanalítica Argentina, ampliando-se gradualmente o quadro de membros com representantes de outros institutos latino-americanos.
Consolidação institucional
Em 1984, realizou-se o primeiro Pré-Congresso da OCAL, evento que se tornou uma das principais atividades da organização, ocorrendo a cada dois anos juntamente com as reuniões da FEPAL. A partir de então, fortaleceu-se a integração latino-americana, com diretorias compostas por membros de diversos países, a criação de representações locais e a publicação de boletins bilíngues.
Entre o final da década de 1980 e o início da de 1990, intensificou-se a pesquisa sobre a formação psicanalítica na América Latina, juntamente com reuniões científicas e iniciativas de aproximação institucional com a FEPAL e outras organizações internacionais. Vale destacar a contribuição da OCAL para a criação da Associação Brasileira de Candidatos e para a organização de atividades conjuntas entre docentes e analistas em formação.
A organização também investiu na ampliação da participação dos candidatos em congressos, oferecendo apoio logístico e financeiro, bem como promovendo a circulação de boletins e revistas que fomentavam o intercâmbio teórico e clínico. Em 1994, a publicação da segunda revista e o Pré-Congresso de Lima abordaram o tema do gênero na formação e na prática analítica.
Desafios e perspectivas
Apesar dos avanços alcançados, a participação ainda irregular evidenciou os desafios para consolidar a OCAL como um espaço de pertencimento e representação para os analistas em formação, o que indica a necessidade contínua de fortalecer as instituições e de promover a integração regional.
